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A Carga

Agora

O que fazer

Vai à rua, escreve a quem pode agir, assina e junta-te a quem já está a organizar.

Se só tens dois minutos

  1. Assina a petição que pede à Provedora de Justiça que leve o limite das 00h30 ao Tribunal Constitucional.Assinar
  2. Vem terça, 27, às 18h30, à Assembleia da República.Ver manifestações
  3. Escreve ao Presidente antes do Conselho de Estado de 2 de novembro.Ver a carta

Próximas manifestações

  1. 19htodos os dias

    Assembleias populares

    Lisboa, Rossio · Porto, Praça D. João I e arredores

    É aí que as Acampadas decidem os próximos passos. Podes ir, ouvir e falar.

  2. 26e 27 out

    Vigílias pelos detidos

    Segunda, 26, às 13h30 · terça, 27, às 10h00 · Campus de Justiça, Lisboa

    As dezenas de pessoas detidas a 20 e 25 de outubro vão ser ouvidas nestes dois dias. A Acampada de Lisboa chama quem puder a estar presente, para que ninguém enfrente o processo sozinho. O edifício concreto ainda vai ser anunciado.

    Cartaz das vigílias populares no Campus de JustiçaVer no Instagram →
  3. 27out · ter

    Todos ao Parlamento

    18h30 · Assembleia da República, Lisboa · Casa para Viver

    Concentração contra a violência policial e pela exigência de responsabilidades.

    Cartaz da convocatória «Todos ao Parlamento»Ver no Instagram →
  4. 14nov · sáb

    Manifestação nacional Casa para Viver

    15h00 · em várias cidades
    • Lisboa · Alameda D. Afonso Henriques
    • Porto · Praça do Marquês
    • Coimbra · Ponte de Santa Clara
    • Viseu · Rossio
    • Viana do Castelo · Praça da República, 15h30
    • Braga, Leiria e Portalegre · local a anunciar
    Cartaz da manifestação nacional de 14 de novembroVer no Instagram →

Se fores a uma acampada: ficar depois de uma ordem de dispersão pode dar detenção e processo por desobediência. Informa-te junto das equipas jurídicas dos movimentos.

Petições para assinar

Pela fiscalização do limite das 00h30

Pede à Provedora de Justiça que leve ao Tribunal Constitucional o artigo 11.º do Decreto-Lei 406/74, na parte que impõe o limite horário às manifestações ao ar livre. É a petição que ataca diretamente o fundamento das detenções.

Para
Provedora de Justiça

Pelo direito à habitação

Pede a rejeição da nova lei do arrendamento (Proposta de Lei n.º 103/XVII) e medidas urgentes para rendas comportáveis.

Para
Presidente da Assembleia da República

Mais casas públicas

Petição do movimento Porta a Porta por mais habitação pública e menos crise na habitação.

De
Porta a Porta – Casa Para Todos

Escrever a quem pode agir

Ao Presidente da República

O Presidente não manda na polícia, mas pode pronunciar-se e chamar o Governo a explicar-se. A coesão social, onde entra a habitação, está na agenda do Conselho de Estado de 2 de novembro. Pede-lhe que inclua também as cargas: milhares de cartas antes dessa data são difíceis de ignorar.

Online
Formulário "Escreva ao Presidente" no site da Presidência
Correio
Palácio de Belém, Calçada da Ajuda, 1349-022 Lisboa
Telefone
213 614 600
▸ Ler a carta-modelo
Exmo. Senhor Presidente da República, Escrevo-lhe como cidadão/cidadã, preocupado/a com as intervenções policiais contra as acampadas pela habitação em Lisboa e no Porto, nas madrugadas de 15, 20 e 25 de outubro. Houve dezenas de feridos e 86 detenções de pessoas que se manifestavam pacificamente. A PSP justificou estas operações com o limite das 00h30 do Decreto-Lei 406/74, aprovado em 1974, antes da Constituição. O artigo 45.º da Constituição garante o direito de reunião e de manifestação sem necessidade de autorização, e juristas de diferentes áreas põem em causa que aquele limite seja compatível com ela. Peço-lhe que se pronuncie publicamente sobre a proporcionalidade destas intervenções, que leve o tema ao Conselho de Estado de 2 de novembro com a atenção que merece, que peça ao Governo que esclareça quem as ordenou e com que fundamento, e que defenda a Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir, incluindo o direito de manifestação. [Uma ou duas frases tuas: o que viste, porque te importa] Com os melhores cumprimentos, [Nome]
  1. 2. Colar no formulário

À Provedora de Justiça

A Provedora, Luísa Neto, é eleita pelo Parlamento e não depende do Governo. Pode pedir ao Tribunal Constitucional que avalie o limite das 00h30. Podes queixar-te mesmo sem teres estado lá. A queixa é gratuita, mas não pode ser anónima.

Online
Formulário "Submeter queixa"
Email
provedor@provedor-jus.pt
Correio
Palácio Vilalva, Rua Marquês de Fronteira, 1069-452 Lisboa
Linha verde
800 200 084

À IGAI

A Inspeção-Geral da Administração Interna fiscaliza a PSP e já investiga a carga de 15 de outubro no Porto. Conta só o que viste ou viveste; se não estiveste lá, di-lo na queixa.

Denunciar a organizações e instâncias internacionais

Envia o teu relato à Amnistia

A Amnistia Internacional Portugal teve observadores no local e está a investigar. Se foste testemunha, ficaste ferido ou tens vídeos, envia-lhes o teu relato com data, hora, local e o que viste.

Email
aiportugal@amnistia.pt
Telefone
213 861 652

Comissário para os Direitos Humanos

Do Conselho da Europa, a que Portugal pertence. Não decide queixas individuais, mas recebe informação sobre violações de direitos e pode pronunciar-se publicamente ou escrever ao Governo português. Na página, procura "Contact".

Relator Especial da ONU

Para a liberdade de reunião pacífica e de associação. Aceita comunicações sobre casos concretos e pode pedir explicações ao Estado português, que ficam públicas. Na página, procura "Submit a communication".

E o Provedor de Justiça Europeu? Só trata queixas contra instituições da União Europeia, não contra a polícia de um Estado-membro. Para este caso, a via certa é a Provedora de Justiça portuguesa.

Juntar-se aos movimentos

Acampada de Lisboa pela Habitação

Desde 17 de outubro no Rossio. Assembleias populares diárias às 19h.

Acampada do Porto pela Habitação

Desde 10 de outubro na Praça D. João I. Assembleias populares diárias às 19h.

Casa para Viver

Plataforma nacional de coletivos pela habitação. Organiza o protesto de 27 de outubro e a manifestação de 14 de novembro.

Porta a Porta – Casa Para Todos

Movimento pelo direito à habitação, com núcleos locais em várias cidades.

Vida Justa

Movimento dos bairros pelo custo de vida e pela habitação digna.

Este site não pertence a nenhum destes movimentos nem fala em nome deles. Datas e locais podem mudar: antes de ires, confirma nas páginas dos movimentos.